Semana passada estava radiante de felicidade. Fui para a aula de literatura como quem vai para o paraíso. Estava inatingível, pensava eu. No meio da aula, veio uma desastrosa notícia que fez os alunos tremerem, o ventilador parar, as luzes piscarem e o Machado de Assis se revoltar nas profundezas do solo, segundo o professor Pelogio: O Ronaldinho Gaúcho é um IMORTAL, isso mesmo, da Academia Brasileira de Letras (ABL).
Atenção! Hoje é dia da mentira, desde zero hora, mas esta notícia é a mais pura verdade, para a infelicidade de uma boa fração da sociedade. Esta notícia já está quase completando um ano. Devemos comemorar? Cruuuzes! Os mais fanáticos torcedores poderão até comemorar num ímpeto de felicidade pelo ídolo, mas não pela notícia em si, pelo menos não se levarmos em conta a racionalidade.
A ABL realmente entrou em decadência, perdeu a credibilidade. Por que ela não elegeu a Presidenta que é uma mulher culta? Por que não uma Tércia Montenegro (escritora, fotógrafa e professora da UFC) que já nasceu culta, pois em seu DNA existem muitos vestígios do mundo das letras.
Para mim, com essa, que soube há pouco, ABL deveria fechar (ops...meu ímpeto de raiva). Acredito que, neste ano, o novo imortal eleito por unanimidade para presidente da academia será o outro futebolista Neimar. Espera só para ver... Se não tiver cadeira disponível eles colocam. Não se preocupe. Ah... ia me esquecendo do Michel Teló. Ele já fez até música para ocupar o trono: "ai se eu te pego..."
O "mundo" das letras (sei que é uma expressão clichê, mas me perdoem), o do tão importante conhecimento, passou a ser o "mundo" do interesse. Título vai, dinheiro vem (uma mão lava outra). Esta notícia, há uma semana, me deixou com uma insônia magnífica. Tive pesadelos diários.
Em alguns vídeos na Internet, comentaristas dizem que ele é o mestre da ginga, portanto (conclusiva sem nexo a meu ver), é merecedor do título. Grande contribuição para as letras!!! Acho que esta história já me deixou sem a noção de tempo e de espaço. Ele entender de futebol é fato, mas do universo dos livros... tenha santa paciência! Vai perguntar, caro leitor(a), quantos e quais livros ele já leu neste ano. Aposto que ele só "leu" (seria melhor o emprego do verbo ver, conferir ou apreciar) revistas masculinas...
Reflexões a respeito do cotidiano, abordando fatos banais, política, saúde, educação, fé, dentre outros. Há um misto de realidade e fantasia***
domingo, 1 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
O poder agravativo de certas pessoas.
Analisando a sociedade, percebe-se que cada vez mais o egoísmo e a individualidade imperam. Nossos contemporâneos somente olham para o próprio umbigo e não se importam em massacrar os sentimentos dos demais. O outro é o outro e não eu. O que tenho a ver com o sofrimento alheio? Nada, diz a humanidade.
Estamos vivenciando o período quaresmal. A Igreja Católica prega que devemos ser mais generosos com os irmãos (principalmente os não consaguíneos, que fique claro). Devemos abdicar dos nossos maiores desejos em prol daqueles que necessitam de apoio.
É isso que percebemos? Não! Lembrei-me, imediatamente, de uma tirinha em que a personagem Mafalda diz ter pensado que a placa "não tem conserto" iria ser pregada na humanidade. O certo tornou-se piegas e o errado vigora.
Em minha idiota ingenuidade, tentando seguir as regras do bem-viver, tive uma ideia que me pareceu brilhante: economizarei meu hiper-suado dinheiro e repartirei com aqueles que convivem comigo com uns simples, mas carinhosamente distribuídos, chocolates.
Para isso, andei "a pé" (pois as pessoas dizem que "andam" de ônibus) por oito dias, para poupar cada centavo, mas fazia isso com um sorriso nos lábios =], na certeza de fazer o outro se alegrar. Nesse caso, o sacrifício valeria à pena. Deixei, com isso, de comprar algo para mim. Preparei, com amor fraternal, embalagens pascais de um coelhinho generoso. Estava ansiosa pelo momento da partilha. Agendei data e horários convenientes.
Como o ser humano é fadado ao engano, pequei por atos. Valorizei a que não era digno de contemplação. Distribuí, com alegria de criança, meus pequenos pacotinhos tão simplórios, acho que sem a pompa digna dos receptores ou eles já ganham demasiados presentes que não mais valorizam. Daí, percebi que a tristeza seguiu os passos da alegria. Essa não quis largá-la.
Entreguei ao primeiro. Ele agradeceu e depois me disse, sem constrangimentos, que não comia chocolates. Que bela educação, hein?! Por essa não esperava (mal sabia eu que era apenas o começo). Pensei, ainda, anestesiada do primeiro baque, que o segundo receptor reagiria de maneira distinta. Ledo engano! Ao entregar o embrulhinho, (eu mesma já estou no ritmo deles, depreciando meu "produto" pelo artifício sufixal) ele me indagou com um semblante desgostoso: "É ...chocolate?". Veio-me uma vontade súbita de responder: Não! É vento empacotado, mas resisti a esse ímpeto desastroso.
Aposto que todas essas recusas não se dão pelo fato de não gostarem de chocolate, mas pelo desespero de seguir os padrões de beleza absoluta: sem as tão famosas gorduras localizadas, as celulites e as espinhas que deixam as pessoas fora da linha de aceitação dos enaltecedores do perfeitismo. São privações de um viver com harmonia para o viver ditatorial da beleza, cheio de regras. É o somar, minucioso, de cada caloria ingerida.
Ainda sob o efeito da sandice desse dia, resolvi tentar entregar "o causador de desolação" ao próximo da "fila". Tive um lapso de memória e esqueci-me da tão conhecida frase: "Um é pouco, dois é bom e três é demais". Entreguei a terceira e última lembrancinha. O presenteado sorriu e agradeceu. Pensei que tinha obtido sucesso, mas ele mal esperou meu virar de costas para sair distribuindo os chocolates, como internamente me dissesse "nem traga novamente".
Naquele momento, "a ficha finalmente caiu". Minha bolsa ainda estava eivada das guloseimas. Saí, imediatamente, do local sem ter feito o que era para fazer. Aquele ambiente de ensimesmados me contagiou. Senti-me tomada pelo espírito mesquinho. Joguei-me atordoada, aos meus pensamentos. O sentimento de humilhação me seguiu por todo o dia.
Em uma raiva subumana, comi, desesperadamente, todos os outros chocolates, como se fossem os últimos do deserto. Passei mal, confesso. Aqueles exagerados doces consumidos em um único momento me proporcionaram uma senhora enxaqueca. Minha consciência, que já estava pesada, multiplicou o peso.
A priori, escrevi esta crônica em um papel ofício de cor avermelhada para que a tonalidade me lembrasse do sangramento interior. Tudo ficou sem graça. O professor falava e só meu corpo estava ali. O maestro não soube, ainda bem, mas meus pensamentos percorriam terras longínquas.
Ao anoitecer, momento de certa melancolia para os escritores, pude renascer através de leituras que me proporcionaram o conhecimento de casos ainda mais mesquinhos. Machado de Assis me aconselhou e me alertou. Voltei a alegria de sempre, mas agora sob o alerta constante.
Estamos vivenciando o período quaresmal. A Igreja Católica prega que devemos ser mais generosos com os irmãos (principalmente os não consaguíneos, que fique claro). Devemos abdicar dos nossos maiores desejos em prol daqueles que necessitam de apoio.
É isso que percebemos? Não! Lembrei-me, imediatamente, de uma tirinha em que a personagem Mafalda diz ter pensado que a placa "não tem conserto" iria ser pregada na humanidade. O certo tornou-se piegas e o errado vigora.
Em minha idiota ingenuidade, tentando seguir as regras do bem-viver, tive uma ideia que me pareceu brilhante: economizarei meu hiper-suado dinheiro e repartirei com aqueles que convivem comigo com uns simples, mas carinhosamente distribuídos, chocolates.
Para isso, andei "a pé" (pois as pessoas dizem que "andam" de ônibus) por oito dias, para poupar cada centavo, mas fazia isso com um sorriso nos lábios =], na certeza de fazer o outro se alegrar. Nesse caso, o sacrifício valeria à pena. Deixei, com isso, de comprar algo para mim. Preparei, com amor fraternal, embalagens pascais de um coelhinho generoso. Estava ansiosa pelo momento da partilha. Agendei data e horários convenientes.
Como o ser humano é fadado ao engano, pequei por atos. Valorizei a que não era digno de contemplação. Distribuí, com alegria de criança, meus pequenos pacotinhos tão simplórios, acho que sem a pompa digna dos receptores ou eles já ganham demasiados presentes que não mais valorizam. Daí, percebi que a tristeza seguiu os passos da alegria. Essa não quis largá-la.
Entreguei ao primeiro. Ele agradeceu e depois me disse, sem constrangimentos, que não comia chocolates. Que bela educação, hein?! Por essa não esperava (mal sabia eu que era apenas o começo). Pensei, ainda, anestesiada do primeiro baque, que o segundo receptor reagiria de maneira distinta. Ledo engano! Ao entregar o embrulhinho, (eu mesma já estou no ritmo deles, depreciando meu "produto" pelo artifício sufixal) ele me indagou com um semblante desgostoso: "É ...chocolate?". Veio-me uma vontade súbita de responder: Não! É vento empacotado, mas resisti a esse ímpeto desastroso.
Aposto que todas essas recusas não se dão pelo fato de não gostarem de chocolate, mas pelo desespero de seguir os padrões de beleza absoluta: sem as tão famosas gorduras localizadas, as celulites e as espinhas que deixam as pessoas fora da linha de aceitação dos enaltecedores do perfeitismo. São privações de um viver com harmonia para o viver ditatorial da beleza, cheio de regras. É o somar, minucioso, de cada caloria ingerida.
Ainda sob o efeito da sandice desse dia, resolvi tentar entregar "o causador de desolação" ao próximo da "fila". Tive um lapso de memória e esqueci-me da tão conhecida frase: "Um é pouco, dois é bom e três é demais". Entreguei a terceira e última lembrancinha. O presenteado sorriu e agradeceu. Pensei que tinha obtido sucesso, mas ele mal esperou meu virar de costas para sair distribuindo os chocolates, como internamente me dissesse "nem traga novamente".
Naquele momento, "a ficha finalmente caiu". Minha bolsa ainda estava eivada das guloseimas. Saí, imediatamente, do local sem ter feito o que era para fazer. Aquele ambiente de ensimesmados me contagiou. Senti-me tomada pelo espírito mesquinho. Joguei-me atordoada, aos meus pensamentos. O sentimento de humilhação me seguiu por todo o dia.
Em uma raiva subumana, comi, desesperadamente, todos os outros chocolates, como se fossem os últimos do deserto. Passei mal, confesso. Aqueles exagerados doces consumidos em um único momento me proporcionaram uma senhora enxaqueca. Minha consciência, que já estava pesada, multiplicou o peso.
A priori, escrevi esta crônica em um papel ofício de cor avermelhada para que a tonalidade me lembrasse do sangramento interior. Tudo ficou sem graça. O professor falava e só meu corpo estava ali. O maestro não soube, ainda bem, mas meus pensamentos percorriam terras longínquas.
Ao anoitecer, momento de certa melancolia para os escritores, pude renascer através de leituras que me proporcionaram o conhecimento de casos ainda mais mesquinhos. Machado de Assis me aconselhou e me alertou. Voltei a alegria de sempre, mas agora sob o alerta constante.
domingo, 25 de março de 2012
As pedras renovadas do caminho.
Drummond já enunciava que "tinha uma pedra no meio do caminho". Hoje,tristemente,percebemos que as pedras são "fichinhas" em meio aos buracos, alagamentos, infindáveis congestionamentos e lixo nas ruas ( só uma pequena amostra da "Terra da Luz").
São José, cadê a chuva? Ahh, eiiiii,só não esqueça de mandá-la na medida certa, viu?, visto que, como frase conhecida por nós, tudo em demasia é veneno, é maléfico.
O Centro, a Aldeota (pequena aldeia) e o Bairro de Fátima, por exemplo, se transformam em verdadeiros piscinões. Nessas horas, a vantagem é dos surfistas. Pobres pedestres! além de molharem os pés (para os prevenidos, como às vezes eu, que andam munidos de capas e sombrinhas) ainda tomam um banho involuntário enviado graças aos nossos "educadíssimos" MAUtoristas.
Penso que se Drummond ainda vivesse, reescreveria o poema com adaptações como: existem muitos buracos, alagamentos e "surpresas" mil no meio do caminho, portanto muito CUIDADO, fiel leitor!!!
Padroeiro de Fortaleza, não se entristeça com a realidade aqui descrita nem com esta devota um tanto inquieta e mande as chuvas tão esperadas, em especial, pelos sofridos nordestinos.
São José, cadê a chuva? Ahh, eiiiii,só não esqueça de mandá-la na medida certa, viu?, visto que, como frase conhecida por nós, tudo em demasia é veneno, é maléfico.
O Centro, a Aldeota (pequena aldeia) e o Bairro de Fátima, por exemplo, se transformam em verdadeiros piscinões. Nessas horas, a vantagem é dos surfistas. Pobres pedestres! além de molharem os pés (para os prevenidos, como às vezes eu, que andam munidos de capas e sombrinhas) ainda tomam um banho involuntário enviado graças aos nossos "educadíssimos" MAUtoristas.
Penso que se Drummond ainda vivesse, reescreveria o poema com adaptações como: existem muitos buracos, alagamentos e "surpresas" mil no meio do caminho, portanto muito CUIDADO, fiel leitor!!!
Padroeiro de Fortaleza, não se entristeça com a realidade aqui descrita nem com esta devota um tanto inquieta e mande as chuvas tão esperadas, em especial, pelos sofridos nordestinos.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
NEM TUDO É FÁCIL
É difícil fazer alguém feliz,
assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo,
assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor,
assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje,
assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir,
assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém,
assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...
assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo,
assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor,
assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje,
assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir,
assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém,
assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...
sábado, 2 de outubro de 2010
Blogueiros.
É de impressionar como o número de blogueiros cresce a cada dia.
Daqui a uns dias,orkut será coisa arcaica,aliás esse processo já está em andamento...
Tem cada um hilário!!!De produção no visual,um verdadeiro "tapa" que transforma sapos em príncipes,a humor...de tudo se encontra.
Penso que há uma certa descaracterização das informações pelas pressões financeiras.A ganância por dinheiro leva a ser veiculadas informações que,muitas vezes,agradam aos visitantes,mas vão de encontro aos princípios do 'postador'.Existe uma grande 'fome' por visitantes como testômetro da popularidade do blogueiro.
Acho que a qualidade e as convicções das postagens devem estar em primeiro lugar.
Mas a rede é livre...fazer o quê!
Daqui a uns dias,orkut será coisa arcaica,aliás esse processo já está em andamento...
Tem cada um hilário!!!De produção no visual,um verdadeiro "tapa" que transforma sapos em príncipes,a humor...de tudo se encontra.
Penso que há uma certa descaracterização das informações pelas pressões financeiras.A ganância por dinheiro leva a ser veiculadas informações que,muitas vezes,agradam aos visitantes,mas vão de encontro aos princípios do 'postador'.Existe uma grande 'fome' por visitantes como testômetro da popularidade do blogueiro.
Acho que a qualidade e as convicções das postagens devem estar em primeiro lugar.
Mas a rede é livre...fazer o quê!
domingo, 26 de setembro de 2010
O andar.
Amo observar o jeito de andar das pessoas.Umas apressadas,outras distraídas,as mais 'pesadas',as mais 'maneirinhas'...
Cada um tem seu estilo,ninguém caminha igual.
Ah...e aquele barulhinho do roçar das calças somados ao estalar dos spatos.Tudo isso para mim é sensacional.
O principal alvo de meus olhares são os professores...pobres vítimas.Fico a perceber o que cada passo tem a me dizer.Dá até para saber se eles dominam ou não o conteúdo,mas isso é segredo,não posso contar,pois ,futuramente,estarei no lugar deles...hshshshsh
Deixei-os curiosos?Pois de agora em diante apenas observem...
Cada um tem seu estilo,ninguém caminha igual.
Ah...e aquele barulhinho do roçar das calças somados ao estalar dos spatos.Tudo isso para mim é sensacional.
O principal alvo de meus olhares são os professores...pobres vítimas.Fico a perceber o que cada passo tem a me dizer.Dá até para saber se eles dominam ou não o conteúdo,mas isso é segredo,não posso contar,pois ,futuramente,estarei no lugar deles...hshshshsh
Deixei-os curiosos?Pois de agora em diante apenas observem...
DUAS BOLAS, POR FAVOR
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta./
Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar./
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate...
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta./
Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar./
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate...
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago
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